domingo, 26 de junho de 2011

sujeitado...

...desconstruido trajeto, que eu só vejo, fomentado por descobertas,
sucumbo, desisto e grito para que o consolo seja um flerte, e reflito,
por minuciosas e separadas influências que sugerem o eco do si, sim,
me exprimo pra dentro das confluências que me resume em um quarto, de tudo,
fujo, e desejo que o nó do esquecimento, se parta em divididas formas,
saio e ensaio, aquilo que espero ver, para haver então o outro lado do que foi perdido...

por Tarso Oliveira

sábado, 25 de junho de 2011

humano-me....

...parto-me para o adiante, e me sustento em dobradiças circulares
perfuro-me e me monto, feito peças, desencaixo e quebro,
seguro-me, sustento-me, me-pego caido em devaneios dissimulados
sinta-se, sintaxe, sentimentos que perduram por anos, amontoando-se,
me viro pro adiante e sobreponho o submundo desigual,
certo de que tudo isso se oprima, sem subseqüentes formalidades
pergunto-me, será tudo um firmamento de responsabilidades alheias?
certifico-me de que o sujeitado desajeitado, se ajeita em meio, no centro
permitindo assim uma conformidade que contamina, extermina, termina,
acaba.

por Tarso Oliveira

atoreato....

...Queira então dizer-me, formoso sentido do primeiro momento e o ato
fato consumado, que desobedeço o intervalo, paro e falo
repetindo frases permitidas e descobertas do fundo do eu, e seu
penso e monto um quadro e desenquadro o meio e mato, segundo ato
o instante que antescede a estrófe e frase, metítase, ênfase, e o som
então pára e olha o procênio e o palco, cai, luz e fundo, penumbra, foco
o pano então se abre e o murmurinho de palavras perfuram a quarta parede
de repente breu, escuro, e off, silêncio, depois aplausos,
logo agrado-me e me dobro em agradecimento, e choro, 
aplaudido eu flutuo e permaneço na presença do personagem que se despede e vai...


por Tarso Oliveira

escreverei...

...De todas as coisas benéficas caço e faço um livro, 
conto histórias, que decifram o porque, parece real!
mais que palavras que ouvia por trás das portas e paredes,
escutava os sons do sino, um hino pra nós dois, e só ouvia,
piruetas constantes dentro de mim e tu choravas,
extremo era ser forte após o escorrer da chuva, e depois seco,
fatidicamente percebo gritos e vestígios de sua marca, que de mim não sai,
e de tudo dispertar novamente sem querer, e sem querer repouso
mas falta uma insuportável desilusão que machuca e dói, some,
seria outra vez, cada um com supostas vidas desfeitas, que desaparecem e vão, sem nome...

por Tarso Oliveira

poema e só

De manhã acordo, e da janela vejo pássaros feridos
De manhã, que durmo cedo, tento estar de pé e vejo
Se acordo e deito ao lado do sofá, de frente à lareira, respiro
Na manhã então despejo todo o lixo, limpo e deixo
E à tarde quando,sinto os passos do seu sossego, desperto e vejo.


Vejo que chegas, sem demora e depressa me confunde então, leio
Passo o dia vendo letras e cifras, daí canto
Mas tarde, quando o sol, se envergonha e sai, fico só
De noite, durmo e penso estar de novo em teu lampejo
De noite, deito e faço de pensamentos, sonhos e flertes


Então quando acordo, novamente vejo, que o certo é estar ali
Espero, que venhas em sonhos, em cochilos, em meneios.


por Tarso Oliveira





desincerteza...

...Nada é tão claro, para que não tenhamos mais dúvidas,se de certo, colocado em contraposição,
nos faz seder ao cansaço e só. Gargalhadas eloqüentes, que de vez em quando, quando tenho,
acabo por estar subtamente inconformado, mas que ás vezes estar firme e seguro, não nos deixa 
em conformismo de incertezas. Pareço estar então alegre, mesmo que triste e quieto, falar
de coisas desimportantes nos deixa aliviados e secos de toda a umidade deslocada do "eu", 
seremos enfim completos e retrocederemos ao início de tudo...


por Tarso Oliveira

...discurso de mim

...Queria estar perto de tudo aquilo que não é teu, sentir de longe um vibrante sentimento
claro e distinto,um vinho tinto á dois, e um, de tudo que é muito pouco de entender, saberá
então o que há dentro. De fora, percebo que atormentas teu estado, que parece único no 
contorno das palavras que de dentro atingem o outro,mas que há de ser depois? palavra feroz,
que conduz o nervosismo, para muitos existe uma contrariedade de afins e fins,mas que de
muito é preciso colocar-se ao próximo, de maneira intrínsica e verdadeira, para que mais 
uma vez se venha e vá... 


por Tarso Oliveira

ela e eu

...aqui e ali,vejo ao longe inúmeros lampejos,formoso e forte querer, sendo eu querendo ser,
bonito soneto! Que ao despensar tormento e paz,
me faz baratinar-se, que do imenso teu, o sorriso alegre de prazer e fogo,
que do ar, o deslumbre e a eficácia de saber que ao certo tudo é pleno, 
fazer de novo tudo voltar ao célebre fim, repartir, partir e ir,então aqui e ali, sinto perto
o esperto e certo, então leve! leve brisa segundo momento, de lamento e súplica, ah!o soneto?
o soneto despenca e cai, no abismo do esquecimento...e de tempo, ao lento, 
o vento vem lhe buscar...


por Tarso Oliveira





Eu e o violão

Entre cordas e arranjos dedilhados, faço versos de tons amadeirados,
A palavra cantada que de mim sai, entrelaça-se com o tom erudito instrumental.
Vejo o brilho dos meus olhos, enamorando o brilho de suas hastes,
Que de som encantado, cantado, rimado, tocado pela mão,
Queria ser ele, queria ter ele,
Trazendo lembranças, que fazem um grito, um jeito, um gesto uma canção,
Ser levado embaixo do braço, pra cima e baixo,
Ser sempre tocado por elas, as mãos.
Quando ao longe e de perto posso ouvi-lo falar em meu ouvido,
Com letras musicadas de amor e solidão,
Queria um dia eu cantar pra ele...
...Como é bom ter um amigo chamado violão

Você

Certa vez, de vez em quando, quando penso em você.
Pareço estar de pés descalços,
Olhando a onda que vem beijar a areia,
Que desperta em mim, saudade.
Quero te ter, a cada minuto de tempo em tempo,
E o contentamento de ser teu a cada dia,
Que do jardim, a flor mais bela pra ti.
Percebo em nós, intenso amor,
Que do sorriso simples, o gesto único.
Preciso estar em ti, em ti quero estar,
Sabendo eu, querendo eu, estando eu.
Da janela te chamo, espero que venhas,
Venhas pra mim com o sorriso seu, que trás a lenha pro meu fogo, que acendo em ti, acendo.

Pra ela

Das coisas que digo pra ela,
Das palavras doces e exageradas de amor,
Digo que amo sem pudor, pra ela tudo de mim,
Que pra ela faço elogios e contagio meus olhos de beleza,
Ah!Pra ela,
Pra ela, faço da pedra um coração,
Que do abismo e da imensidão de mar, um barquinho de papel,
Que ao navegar faço pra ela.
Pra ela, dou um caminho, de lírios e margaridas.
Faço pra ela serenatas de amor, com sabor de chocolate.
Dou pra ela corações alados,
Pra ela ofereço o canto mais belo dos pássaros...
...E pra ela faço um pedido,
Se doe pra mim! 

Sertões

Dos sertões por onde andei, das terras quentes de aridez profunda,
Passarei por dunas exaltadas pelo vento corredor,
Que fará meus sertões, virarem mares de silêncio e inércia,
E as lacunas do choro só, calado pela imensidão de areia,
Que o enxugarão.
 E a sombra do cacto perpétuo
Ferido de dor solar, isolado pela dimensão de terra,
Terra dura de se viver, que como um desatino se faz paraíso,
Ah como eu queria um sertão desse só pra mim,
Sertão de vivência minha, ó sinhô, piedade do sertão,
Dele, piedade só. 

Poema do andarilho

Vim do norte, vim de longe...
De cima do pau de arara, vi a sombra do canaviar,
Que se encontrava co’a sombra do matulão,
Trouxa na cabeça e bolso vazio,
Com os pé sujo da poeira do sertão,
Deixo longe a vida, que minha não é mais não
Peço á virgem, que cuide dos que ali ficaram,
Hoje me vou pra ganhá a vida,
Que das noite mal dormidas que virão,
Que eu possa pelo menos conseguir um pedaço de chão,
Eu me vou, andando por esse mundão á fora,
Quem sabe um dia consiga sim,
Por um toque de clarim,
Voltar pra terra que um dia já foi minha sim sinhô.


                                      

sábado, 1 de janeiro de 2011

Corpo

 ...que das palavras ditas de língua e saliva, saiam palavras doces que dizem o que o pensamento tem à dizer do outro que fala consigo mesmo, e tem o sabor de palavra não dita. Das mãos frias, saem o suor gelado do nervosismo contido, que ao relaxar, vem o quente da ansiedade, que faz das mãos frias, quentes, como a lavra que te consome endurece em rocha firme mãos sujas e obsoletas. Pele que de epiderme te faz pele seca, que no deserto te faz áspera e na água pele molhada, pele que derme te faz fria, que do gelo te faz dura e da imensidão de pele te faz única...

Vivendo

" A cada minuto de tempo, o deslumbre vence o objetivo, as palavras e atos exauridos de dor fazem-nos ser baratinados, com nossas próprias loucuras, viver um momento de tempo em tempo, segundo meu de ser eu mesmo, com minhas pernas se trocando em asfalto e terra, num desatino descontente de viver...